terça-feira, agosto 22, 2006


As crianças que faltavam
O Daniel Oliveira, na caixa de comentários do post Abjecto diz que “Todas as imagens que aqui estão são do Hamas e não do Hezbollah. Suponho que para si é irrelevante. São árabes e pronto.” É verdade, Daniel. É verdade que, para o efeito – o de ilustrar a utilização abjecta de crianças numa guerra que não é delas – é irrelevante que sejam do Hammas ou do Hizballah. Até porque o tema que o post tratava era, sobretudo, o ataque conjuntural a Israel e o apoio dissimulado dos seus camaradas à “causa palestiniana”, precisamente como forma de ataque estrutural a Israel. E nesse aspecto, essas alegadas “manifestações pela paz” olvidam sempre as atrocidades quer do Hammas, quer do Hizballah; o que, convenhamos, faz crer que o entendimento de irrelevância da diferença esteja, igualmente, do vosso lado. É caso para dizer, parafraseando-o, que suponho que para si seja irrelevante; são contra Israel e contra os Estados Unidos e pronto! Quanto a mim e onde se engana é que não é porque “sejam árabes e pronto!”, mas porque são fundamentalistas e terroristas islâmicos e pronto. Mas como não quero que lhe falte nada, aí vão as fotos das crianças do Hizballah…

quarta-feira, agosto 09, 2006

Os incêndios
É de facto um triste fado este de entregar à sina, à sorte, ou normalmente ao azar, o país. Há quantos anos andamos nisto? Eu tenho 32; com 10 anos, quando ainda viaja para o norte com os meus pais, no verão, já nessa altura me lembro de ver a paisagem carbonizada. E os bombeiros, esses continuam voluntários e - logo eu que não sou nada apologista da luta de classes... - pobres! Já repararam que são os "pobres" e os "simples", de uma orbita que não é a dos "pobres" do shopping, que, ano após ano, se vão chamuscar, quando não morrer, nos fogos de verão?
[Ponta Sul] O regresso à pátria
Depois da demissão de Adrianse do comando da equipa dos andrades, fala-se na contratação de Carlos Queirós para treinar a equipa da cidade do Porto. É bom ver portugueses notáveis voltarem ao seu país para trabalharem e porem em prática os seus saberes ao serviço de instituições portuguesas. Fernando Santos no glórias e Queirós nos andrades… Muito bom! Muito bom!!!
Hackers, 2
Mais um ataque: Origem das Espécies off-line.
Votos de rápido restabelecimento.
Ao Carlos, em Luanda...
Se as forças te faltarem, não te esqueças: Tchipepa tchipua tchivala tchilimba!
Abraço.

terça-feira, agosto 08, 2006

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sexta-feira, agosto 04, 2006

Hackers
Depois (ou ainda durante...) do caso Abrupto, aconteceu que às 16:45 de 04.08.06, sempre que tentava entrar na Rua da Judiaria a página rapidamente se transformava em Net World Map Project home page. À consideração.
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Não tenho o e-mail do Nuno Guerreiro, pelo que não o posso alertar do ocorrido.
Boaventura, o mal-aventurado!
Ou de como o esquecimento selectivo pode ser hediondo…

Boaventura Sousa Santos (BSS), o inefável “sociólogo” de Coimbra, escreveu uma carta aberta a um dito amigo judeu israelita, publicada na Visão a 27 de Julho. A carta é a seguinte:

Carta a Frank

Escrevo-te esta carta com o coração apertado. Deixo a análise fria para a razão cínica que domina o comentário político ocidental. És um dos intelectuais judeus israelitas – como te costumas classificar para não esquecer que um quinto dos cidadãos de Israel são árabes – mais progressistas que conheço. Aceitei com gosto o convite que me fizeste para participar no Congresso que estás a organizar na Universidade de Telavive. Sensibilizou-me sobretudo o entusiasmo com que acolheste a minha sugestão de realizarmos algumas sessões do Congresso em Ramalah. Escrevo-te hoje para te dizer que, em consciência, não poderei participar no congresso. Defendo, como sabes, que Israel tem direito a existir como país livre e democrático, o mesmo direito que defendo para o povo palestiniano. “Esqueço” com alguma má consciência que a Resolução 181 da ONU, de 1947, decidiu a partilha da Palestina entre um Estado judaico (55% do território) e um Estado palestiniano (44%) e uma zona internacional (os lugares santos: Jerusalém e Belém) para que os europeus expiassem o crime hediondo que tinham cometido contra o povo judaico. “Esqueço” também que, logo em 1948, a parcela do Estado árabe diminuiu quando 700.000 palestinianos foram expulsos das suas terras e casas (levando consigo as chaves que muitos ainda conservam) e continuou a diminuir nas décadas seguintes, não sendo hoje mais de 20% do território.
Ao longo dos anos tenho vindo a acumular dúvidas de que Israel aceite, de facto, a solução dos dois Estados: a proliferação dos colonatos, a construção de infra-estruturas (estradas, redes de água e de electricidade), retalhando o território palestiniano para servir os colonatos, os check points e, finalmente, a construção do Muro de Sharon a partir de 2002 (desenhado para roubar mais território aos palestinianos, os privar do acesso à água e, de facto, os meter num vasto campo de concentração).
As dúvidas estão agora dissipadas depois dos mais recentes ataques na faixa de Gaza e da invasão do Líbano. E agora tudo faz sentido. A invasão e destruição do Líbano em 1982 ocorreu no momento em que Arafat dava sinais de querer iniciar negociações, tal como a de agora ocorre pouco depois do Hamas e da Fatah terem
acordado em propor negociações. Tal como então, foram forjados os pretextos para a guerra. Para além de haver milhares de palestinianos raptados por Israel (incluindo ministros de um governo democraticamente eleito), quantas vezes no passado se negociou a troca de prisioneiros?
Meu Caro Frank, o teu país não quer a paz, quer a guerra porque não quer dois Estados. Quer a destruição do povo palestiniano ou, o que é o mesmo, quer reduzi-lo a grupos dispersos de servos politicamente desarticulados, vagueando como apátridas desenraizados em quadrículos de terreno bem vigiados. Para isso dá-se ao luxo de destruir, pela segunda vez, um país inteiro e cometer impunemente crimes de guerra contra populações civis. Depois do Líbano, seguir-se-á a Síria e o Irão. E depois, fatalmente, virar-se-á o feitiço contra o feiticeiro e será a vez do teu Israel.
Por agora, o teu país é o novo Estado pária, exímio em terrorismo de Estado, apoiado por um imenso lobby comunicacional – que sufocantemente domina os jornais do meu país – com a bênção dos neoconservadores de Washington e a vergonhosa passividade a União Europeia. Sei que partilhas muito do que penso e espero que compreendas que a minha solidariedade para com a tua luta passa pelo boicote ao teu país. Não é uma decisão fácil. Mas crê-me que, ao pisar a terra de Israel, sentiria o sangue das crianças de Gaza e do Líbano (um terço das vítimas) enlamear os meus passos e embargar-me a voz.


BSS arregimenta um conjunto de argumentos usando, paradoxalmente, a expressão “esqueço” para, lembrando, orientar o leitor num propósito ideológico claro. Mas BSS esquece – e fá-lo intencionalmente; a sua esquerda sempre foi perita em recontar a verdade – alguns outros factos fundamentais para compreender a situação no médio oriente. Esquece, BSS, por exemplo, que, um dia após a criação do estado de Israel (a que ele – não sei bem como – diz reconhecer o direito de existir), todos os exércitos árabes vizinhos invadiram o país. Esquece, BSS, que sempre que Israel cede na gestão musculada a que é forçada pelo contexto politico em que está mergulhado, os seus inimigos cerram os dentes, oleiam as armas e atacam, qual cão cobarde, Israel. Ainda agora, com a retirada unilateral da faixa de Gaza, o Hammas venceu as eleições e intensificou os ataques. É, não fosse de muito mau gosto, irónica a referência que BSS faz a propósito das intenções negociais do Hammas. Esquece, BSS, que o Hizballah, criminosos de guerra, são “civis” cobardemente escondidos atrás de civis. Esquece, BSS, que muitas das crianças inocentes que morrem nestes conflitos são crianças arregimentadas por facínoras para uma causa que nem compreendem bem; crianças condenadas a morrer precocemente em nome de interesses sombrios que passam muito mais por supremacias regionais e tráficos das plantações do vale de Beekah, que por causas nobres de defesa do direito ao território. Esquece, BSS, que os árabes israelitas são os árabes mais livres, com melhores condições de vida e com mais direitos políticos e civis de toda a região. Esquece, BSS, tão zeloso do direito internacional e da defesa dos direitos humanos, que a resolução 1559 das Nações Unidas não foi cumprida e que nem Nasrallah, nem Amadinehjad, nem nenhum dos facínoras que, diariamente, exigem a extinção de Israel do mapa (eufemismo para genocídio?) como solução para o conflito se preocupam em a fazer cumprir. Esquece, BSS, tão zeloso na contabilização da morte dos inocentes, que morrem muito mais inocentes às mãos do fundamentalismo islâmico, que às mãos do seu Grande Satã (US e Israel). Esquece, BSS, que se Israel não atacar, sofrerá e verá os seus filhos morrerem, perante o assobiar para lado de todos os intelectuais ocidentais que, como BSS, se esquecem tantas vezes de tanta coisa, sobretudo quando as coisas que esquecem podem melindrar os interesses conspirativos da nouvelle gauche. Esquece, BSS, que atacar Israel, neste contexto, com esta argumentação e, sobretudo, com estes esquecimentos todos é defender o Hizballah e o Hammas. Enfim, são demasiados esquecimentos para admitir não se tratar, evidentemente, neste caso, de uma sórdida opinião!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Israel. Lançados do sul do Líbano, contra Israel, os mísseis ARASH e os FAJR-3 chegam a Haifa, mas os C-802 chegam a Tel Avive e os ZELZAL chegam à faixa de Gaza; todo este arsenal é arsenal que o Hezballah detém! A criação da zona tampão é importante, mas não resolve o problema. Por um lado, o cumprimento coercivo ou voluntário (!) da resolução 1559 das Nações Unidas deve ser objectivo, por outro forçar a Síria a quebrar a aliança com o Irão.

quarta-feira, agosto 02, 2006

[Ponta Sul] Bom-dia!










Fernando Santos em Atenas, no AEK*!

* Os gregos não dizem A E K, dizem 'aike', é caso para os lampiões, em vésperas de jogo de qualificação para a CL, digam: 'aike' merda!

terça-feira, agosto 01, 2006

Monarquia Comunista
D.Raúl I sucede a D.Fidel I