quarta-feira, maio 10, 2006

O aperto de mão de Freitas a Mahmoud al-Zahar
Politicamente, parece-me um acto absolutamente inaceitável, nos dias que correm, por parte de um representante de um estado da União Europeia, ainda para mais chefe da diplomacia de um dos estados dessa mesma união. É um erro, um erro grave e que só pode ter uma consequência: a imediata destituição do cargo. Do ponto de vista pessoal parece-me haver ainda duas leituras possíveis. Uma atenuante e outra agravante. A atenuante é a que se permite presumir que, apesar das questões de Estado, pode haver uma relação de amizade entre os dois homens e não se nega um aperto de mão a um amigo; mas nesse caso, obrigam-se simultaneamente a reservar sobre o acto a parcimónia e a discrição que não comprometa nenhum deles. Coisa que, manifestamente, não aconteceu. A agravante é que tudo isto foi resultado de uma falta de discernimento - quiça motivada pelo cansaço - momentânea. Mas os lapsos assumem-se igualmente e não resta outra alternativa, a alguém que amiudadamente nos quer dar lições de comportamento elevado, que não seja pedir a demisão.
Seja como for, é certo que nos próximos dias vamos enriquecer o nosso léxico.

1 comentário:

Sliver disse...

Observatório da Jihad
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