sexta-feira, maio 05, 2006

[MC Escher]


[EpiCurtas revisitado] Declaração de princípios, #1
Notas soltas sobre o caminho para a Direita portuguesa
- Ser uma direita laica. Podem ser católicos, podem ser judeus, podem ser islâmicos, podem ser ateus, podem ser maçons, podem nem saber o que são do ponto de vista religioso, mas saberão, sempre, separar religião e política.
- Ser uma direita liberal. Que acredita no mérito individual, que preza acima de tudo a liberdade e que acredita que são os privados o verdadeiro motor do progresso social.
- Ser uma direita conservadora. Que olha para a história com a tranquilidade de quem sabe que há valores mais importantes que aqueles que lupa do presente muitas vezes nos quer fazer crer, que acredita mais em reformas que em revoluções.
- Ser uma direita pluralista. Que respeita e acolhe no seu seio diversas sensibilidades, que é acolhedora e não discriminatória.
- Ser uma direita aberta. Que reconhece o papel dos partidos, mas que tem nos cidadãos independentes e comprometidos com a causa pública o seu principal aliado.
- Ser uma direita profissional. Composta por profissionais das mais diversas áreas, profissionais que participam na construção de soluções para os problemas que melhor conhecem. Uma direita com menos políticos profissionais e com mais profissionais políticos.
- Ser uma direita cívica. Feita de gente comprometida com causas sociais. Gente que está na sociedade civil, não poucas vezes a fazer o trabalho que nem o Estado nem as empresas querem ou conseguem fazer.
- Ser uma direita séria e honesta. Uma direita que assume sempre a verdade, mesmo quando as pessoas a não querem ouvir. Uma direita capaz de anunciar tempos de crise. Uma direita que não comprometa o futuro para falsear o presente.
- Ser uma direita responsável. Uma direita que se centre nas questões verdadeiramente estruturais para o desenvolvimento do país: a Educação e a Formação Profissional, as Empresas e o Emprego.
- Ser uma direita responsabilizadora. Que saiba e que diga claramente que não é nas mãos do Estado que está a responsabilidade do desenvolvimento, mas antes nas dos privados a quem o Estado não criará obstáculos. Mas uma direita que chame a si a tarefa de colocar em plenas condições de igualdade, sem paternalismos, todos os seus cidadãos; estejam eles no Chiado, na Cova da Moura ou em Corte Gafe no concelho de Mértola.

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